Jade Lopes

Como nasceu Por você, para Ele? A história por trás da história

Você sabia que Por você, para Ele nasceu de uma experiência pessoal durante meus estudos para o batismo? Neste post, conto como uma inquietação sobre o conhecimento bíblico dos jovens se transformou em um romance cristão sobre fé, amor e missão, e como eu mesma aprendi tanto ao escrever essa história.

5 min de leituraPor Jade LopesEdição por Jade Lopes
Como nasceu Por você, para Ele? A história por trás da história

Você já se perguntou de onde um escritor tira suas ideias?

Algumas surgem de uma conversa, de um sonho ou até de uma situação completamente aleatória. Outras começam com uma inquietação que fica guardada por anos, até encontrar um jeito de se transformar em história.

Por você, para Ele nasceu de uma dessas inquietações. E, curiosamente, tudo começou muito antes de eu pensar em escrever um romance cristão.

Na época em que eu estava me preparando para o batismo, comecei a estudar a Bíblia e descobrir coisas que, até então, eu não conhecia. Era um período de muito aprendizado, dúvidas e descobertas. E, como alguém que estava começando a compreender melhor a própria fé, eu tinha muitas perguntas.

Foi então que comecei a fazer algumas dessas perguntas a jovens que haviam nascido e crescido na igreja.

Para minha surpresa, muitos não sabiam responder.

E não estou falando de assuntos extremamente complexos ou de questões teológicas que exigiam anos de estudo, mas de perguntas básicas sobre aquilo em que acreditavam.

Aquilo me chamou muito a atenção.

Eu ficava pensando: como alguém pode passar tantos anos dentro da igreja e, ainda assim, não saber explicar por que acredita no que acredita?

Claro, crescer na igreja não significa conhecer automaticamente toda a Bíblia. Assim como estar se preparando para o batismo não significava que eu já soubesse tudo. Muito pelo contrário! Eu tinha tanto a aprender.

Mas aquela experiência despertou em mim uma preocupação que nunca esqueci: nós, jovens cristãos, precisamos conhecer a Palavra de Deus por nós mesmos.

Precisamos saber no que acreditamos, por que acreditamos e onde encontrar essas respostas na Bíblia. Não apenas porque nossos pais nos ensinaram, porque ouvimos um pastor falar ou porque crescemos escutando determinadas verdades, mas porque nós mesmos estudamos, questionamos e desenvolvemos nossas convicções.

E mais do que isso: precisamos estar preparados para compartilhar aquilo que aprendemos.

Foi dessa preocupação que, algum tempo depois, comecei a imaginar os personagens de Por você, para Ele.

Eu queria escrever sobre jovens cristãos que conhecessem a Bíblia. Jovens que não tivessem vergonha de falar sobre Deus, que soubessem explicar suas crenças e que estivessem dispostos a compartilhar o evangelho com outras pessoas.

Foi assim que nasceu Daniel Whitmore e, com ele, o projeto Anjo da Guarda.

Mas havia outra coisa que eu precisava explorar nessa história.

Porque conhecer a Bíblia e viver o que ela ensina são duas coisas que precisam caminhar juntas.

De que adianta saber explicar o amor de Deus se não conseguimos demonstrá-lo a alguém? De que adianta conhecer tantos versos sobre perdão se, na prática, não estamos dispostos a perdoar?

Eu queria personagens que soubessem falar sobre a fé, mas que também precisassem aprender a colocá-la em prática. Afinal, saber o que é certo não significa que sempre será fácil fazer o que é certo.

E Daniel, apesar de todo o seu conhecimento e dedicação, ainda tem muito a aprender.

Principalmente quando Deus coloca Daisy em seu caminho.

É nesse encontro entre dois adolescentes que parecem não ter nada em comum que a história começa a mostrar algo que considero essencial: nossa missão não termina quando sabemos explicar a Palavra de Deus. Ela também acontece na maneira como tratamos as pessoas, nas escolhas que fazemos e no amor que demonstramos, inclusive quando isso exige muito de nós.

Quando comecei a escrever Por você, para Ele, eu tinha 26 anos. E, embora meu desejo fosse criar uma história que ajudasse outros jovens a conhecer e compartilhar melhor a Bíblia, não imaginava o quanto eu mesma aprenderia durante esse processo.

Precisei estudar, pesquisar, revisitar minhas próprias convicções e refletir sobre a maneira como eu vivia aquilo que estava escrevendo. Muitas vezes, enquanto desenvolvia os personagens, também era confrontada pelas lições que eles estavam aprendendo.

E acho isso curioso: eu queria escrever um livro que ensinasse alguma coisa aos leitores, mas fui uma das primeiras pessoas a aprender com ele.

Talvez seja por isso que Por você, para Ele tenha se tornado tão especial para mim.

Por trás do romance, das provocações entre Daniel e Daisy, das amizades e das situações que esses jovens enfrentam, existe um propósito que me acompanha desde aquela época dos estudos bíblicos.

Eu quero ajudar a preparar jovens para a missão.

Jovens que estudem a Bíblia, que saibam responder quando forem questionados sobre sua fé, que tenham a Palavra de Deus na ponta da língua, mas, principalmente, que permitam que essa Palavra transforme suas atitudes.

Porque a missão cristã não acontece apenas quando pregamos, damos estudos bíblicos ou falamos sobre Jesus. Ela também acontece quando escolhemos amar, perdoar, ouvir e cuidar de alguém.

É claro que espero que você se divirta lendo Por você, para Ele. Quero que dê risada com os personagens, se emocione com suas histórias e torça por eles. Afinal, escrevi um romance, e não um manual de estudos bíblicos!

Mas, se depois de fechar o livro você sentir vontade de conhecer mais a Bíblia, compreender melhor sua fé ou se envolver na missão de compartilhar Jesus com outras pessoas, então uma das minhas maiores intenções como autora terá sido alcançada.

Porque foi assim que tudo começou: com uma jovem fazendo perguntas sobre a Bíblia e percebendo o quanto ainda tínhamos a aprender.

E foi assim que nasceu uma história sobre jovens que precisam descobrir que conhecer a Deus também significa aprender a viver por Ele.

No fim, é isso que desejo com Por você, para Ele: que a história não termine na última página, mas continue na vida de quem a leu.

Com carinho,

Jade Lopes

Continue lendo

Mais resenhas e publicações

Comunidade

Comentários

Carregando comentários…