Como Viver um Romance — Melissa Ferguson
Uma rom-com deliciosa, com muita vergonha alheia, química e um mocinho apaixonante , só senti falta de Jesus no meio disso tudo.

Nota: 7,5/10
Esse livro é uma fofura.
Sério.
Eu li em quatro dias, ri de vergonha alheia, fiquei sorrindo para o Kindle e me apaixonei pelo William muito antes de a protagonista admitir qualquer coisa. E, para quem me conhece, isso significa muito, porque eu tenho um fraco por homens gentis, bem resolvidos, que sabem o que querem e ainda carregam uma pitadinha de ranzinzice. Perigoso.
A premissa também me ganhou fácil: Savannah trabalha em uma editora e escreve romances escondida. Quando ela começa a receber comentários anônimos no manuscrito, a história vira uma mistura deliciosa de bastidores editoriais, romance, confusão e muita situação constrangedora.
E funciona.
Os diálogos são leves, o humor é natural e a narrativa tem aquele tipo de ritmo que faz a leitura voar. Em vários momentos, me lembrou Meg Cabot, especialmente aquele humor meio absurdo, meio cotidiano, que faz você pensar: “não acredito que essa mulher fez isso”.
O romance também funciona muito bem. Savannah e William têm química, as interações são gostosas de acompanhar e ele, particularmente, rouba a cena sempre que aparece.
Agora, vem o meu principal porém.
Eu comecei o livro esperando uma ficção cristã e, para mim, ele funciona muito mais como uma comédia romântica clean.
Existem mensagens bonitas sobre família, perdão, coragem e escolhas, mas senti falta de Deus participando de verdade da vida dos personagens. Não precisava ter sermão, pastor ou versículo em toda página. Eu gosto muito mais quando a fé aparece de forma natural: numa decisão, numa oração, numa mudança de postura, numa conversa com Deus.
Aqui, senti que Cristo poderia ser retirado completamente da história e praticamente nada mudaria.
E isso pesou na minha experiência.
Também houve algumas escolhas da protagonista que não combinam muito com aquilo que procuro atualmente em uma leitura cristã, como algumas mentiras tratadas de maneira relativamente leve e o consumo de bebida alcoólica. Não estragou o livro para mim, mas reforçou essa sensação de que eu estava lendo uma rom-com secular bem comportada, e não exatamente uma história cristã.
Ainda assim, seria injusto não reconhecer: como romance, ele é muito bom.
É divertido, fofo, romântico, fácil de ler e tem personagens que dão vontade de acompanhar até o fim.
Talvez por isso minha nota tenha ficado em 7,5.
Eu gostei muito do livro que ele é. Só queria que ele tivesse sido também o livro cristão que eu esperava encontrar.
Se você procura uma rom-com leve, engraçada e clean, vale muito a leitura.
Se procura uma ficção em que a fé em Cristo tenha papel importante na jornada dos personagens, talvez sinta a mesma falta que eu senti.
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